A OTAN, a aliança militar que reúne EUA, Europa e Canadá, aprovou um aumento de 40% no orçamento de defesa cibernética. A decisão tomada na cúpula de Washington prioriza o desenvolvimento de medidas baseadas em inteligência artificial e a proteção de infraestruturas críticas. No mesmo dia, o presidente argentino, Javier Milei, assinou um decreto que elimina barreiras regulatórias para empresas de inteligência artificial e criptomoedas.
A cúpula da OTAN reflete uma mudança na compreensão do que é um campo de batalha. Conflitos armados convencionais, como os da Ucrânia, dependem de tanques, artilharia e infantaria. A guerra moderna, porém, começa muito antes do primeiro tiro, em ataques silenciosos a redes elétricas, bancos de dados governamentais e cabos submarinos de internet. Ao elevar o orçamento digital, a aliança reconhece que a melhor defesa contra a invasão de um país pode ser um firewall reforçado por algoritmos. Em oposição a esse modelo de controle estatal rígido, Milei transformou a Argentina em um paraíso de desregulação para atrair capitais de risco e empresas de tecnologia global.
A aposta argentina gera atrito imediato com países vizinhos preocupados com a lavagem de dinheiro e a fuga de capitais. Enquanto o bloco ocidental fortalece o cerco regulatório em nome da segurança, Buenos Aires abre as portas do sistema financeiro à inovação sem travas burocráticas. O que monitorar é se o modelo argentino isolado conseguirá atrair investimentos de peso ou se transformará o país em uma zona cinzenta de operações financeiras.
