O barril de petróleo tipo Brent, referência internacional, fechou nesta segunda-feira em queda de 4,7%, cotado a 83 dólares. O movimento reflete o acordo diplomático para reabrir o Estreito de Ormuz. Por esse canal estreito passam cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.
O acordo oferece uma saída tangencial para um conflito que já dura mais de 100 dias. O Carnegie Endowment, centro de análises estadunidense, avalia que Estados Unidos e Irã estão presos entre a escalada e uma saída negociada. A diplomacia venceu porque a economia de ambas as partes não aguentava mais o estrangulamento do comércio global.
A estabilização do fluxo de petróleo reduz a pressão sobre os preços de combustíveis globalmente. Mas a paz regional depende de atores que não assinaram o acordo. Os houthis, milícia iemenita aliada de Teerã, ficaram em silêncio durante o conflito direto. O Washington Institute adverte que os Estados Unidos não devem confundir essa contenção com passividade. Um ataque surpresa iemenita pode descarrilar o entendimento.
