O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, anunciou um aumento nos compromissos de tropas europeias para forças de resposta a crises. A declaração foi feita antes de uma reunião de ministros da Defesa do bloco. Os países aliados estão prometendo mais soldados e equipamentos para responder a emergências sem depender de ordens de Washington.
A medida reflete uma realidade militar nova. A Europa se prepara para um cenário onde a dissuasão militar (a capacidade de intimidar um inimigo a ponto de evitar um ataque) dependerá menos do parapeito americano. A adaptação a conflitos modernos já está em andamento nos campos de batalha do leste europeu. A Ucrânia revelou recentemente o Tridente do Mar, um drone submarino capaz de mergulhar a 60 metros de profundidade. A aeronave não tripulada transporta até 1.000 quilos de explosivos e pode interceptar outros drones subaquáticos. O desenvolvimento mostra que a inovação tecnológica de baixo custo passou a definir o futuro da guerra assimétrica.
A corrida armamentista europeia altera o equilíbrio de poder dentro da própria aliança ocidental. O continente ganha autonomia estratégica militar, mas também herda um custo financeiro bilionário para manter suas forças armadas operando de forma independente. A tensão permanece sem uma resposta definitiva sobre como essa transição será bancada a longo prazo.
