O setor de tecnologia de defesa de Israel quer mudar as regras do jogo com os Estados Unidos. Em vez de depender de armamentos americanos prontos, empresas israelenses propõem desenvolvimento conjunto, especialmente em inteligência artificial aplicada à segurança. Segundo analistas do Washington Institute, essa pode ser uma nova era na cooperação entre os dois países.
A relação sempre foi desigual. Israel compra tecnologia americana e adapta às suas necessidades locais. Agora, o país quer sentar à mesa como parceiro de mesmo nível. Empresas israelenses desenvolveram sistemas de reconhecimento facial, drones autônomos e ferramentas de vigilância cibernética que interessam ao Pentágono. A inteligência artificial pode transformar essa dinâmica de compra e venda em coautoria.
Para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a proposta tem apelo duplo. Ganha prestígio tecnológico em casa e fortalece o vínculo com Washington em um momento tenso. Para Trump, a vantagem é pragmática: acesso a inovações sem custos totais de desenvolvimento. A mudança, se consolidar, redefine Israel não como cliente militar, mas como laboratório de defesa dos Estados Unidos no Oriente Médio.
