O coronel Damir Davydov, chefe do departamento de mísseis e munições do GRAU, o diretório de artilharia do Ministério da Defesa russo, foi alvo de um atentado com carro-bomba em território russo. Segundo o monitoramento de conflitos War Translated, o oficial comandava a logística de um dos setores mais críticos do esforço de guerra: o abastecimento de munição para as tropas na linha de frente.
O ataque seguiu o mesmo padrão de outras operações letais dentro da Rússia. A diferença é que Davydov estava na lista de alvos protegidos. Após tentativas anteriores de assassinato contra oficiais de alta patente, o FSB, a principal agência de inteligência russa, havia prometido reforçar a segurança em torno de figuras militares sensíveis. A explosão do carro-bomba mostrou que a promessa não se traduziu em proteção real.
A mensagem é clara e brutal. A guerra na Ucrânia não está confinada às trincheiras do front. Oficiais russos que coordenam logística e planejamento podem ser alcançados dentro do próprio território. Para Moscou, o problema não é apenas perder quadros experientes. É lidar com a percepção de que os serviços de inteligência russos não conseguem proteger seus próprios comandos. Isso força o Estado-Maior a dispersar lideranças e dificultar a coordenação.
