O Vietnã vai comprar o míssil BrahMos. Com isso, tornase o terceiro país do Sudeste Asiático a adquirir o sistema, depois das Filipinas e da Indonésia. A informação foi confirmada por um ministro indiano e divulgada pela publicação The Diplomat, especializada na Ásia-Pacífico. O BrahMos é uma arma poderosa de longo alcance, fruto de uma sociedade entre a Índia e a Rússia.
O detalhe que importa está nessa origem. O míssil é, em parte, tecnologia russa, e segue sendo vendido e cobiçado mesmo com a Rússia sob pesadas sanções ocidentais, as punições econômicas impostas por Estados Unidos e Europa. Países do Sudeste Asiático buscam armarse diante da expansão militar chinesa, e encontram na parceria indo-russa uma alternativa mais barata e disponível do que o arsenal americano. A demanda existe, e há quem a atenda fora do guarda-chuva ocidental.
Esse apetite cruza com um alerta vindo de dentro de Washington. O CSIS, sigla do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, instituto de defesa americano, avalia que os próprios Estados Unidos teriam dificuldade de sustentar uma guerra longa contra a China. Faltariam munições de longo alcance, sistemas de defesa aérea e drones em quantidade suficiente. Quando o maior fornecedor de armas do mundo admite que seu estoque não basta para uma guerra prolongada, abrese espaço para que concorrentes como a Índia ocupem o vazio.
