O controle da cadeia de semicondutores se tornou prioridade militar tanto quanto econômica. O Reino Unido anunciou um plano de 80 milhões de libras, cerca de 500 milhões de reais, para formar especialistas em chips e hardware de inteligência artificial. O programa inclui bolsas de estudo, parcerias universitárias e uma aliança com a empresa britânica de tecnologia Arm.
No mesmo dia, a agência Reuters informou que a OpenAI negocia alugar um centro de processamento de dados em Ohio com apoio da Nvidia, a gigante americana de processadores para inteligência artificial. Sem infraestrutura de dados, não há soberania tecnológica.
A corrida por chips é o equivalente contemporâneo à corrida armamentista da Guerra Fria. Naquela época, países mediam poder pelo número de ogivas nucleares e mísseis balísticos intercontinentais. Hoje, a medida são os centros de processamento e a capacidade de treinar modelos de inteligência artificial em larga escala. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tratam semicondutores com a mesma urgência que seus antecessores tratavam urânio enriquecido.