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Oriente Médio·2 min de leitura

Israel intensifica caça aos líderes do Hamas, mesmo dividido em várias frentes

ORIENTE MÉDIO
Israel intensifica caça aos líderes do Hamas, mesmo dividido em várias frentes

As forças armadas de Israel mataram um comandante do Hamas que havia participado do ataque de 7 de outubro e prendeu contrabandistas de armas na Cisjordânia. As operações revelam que, apesar de Israel estar engajado em múltiplas batalhas, mantém o foco perseguindo os quadros do grupo palestino e apertando o controle sobre o território ocupado.

O comandante foi eliminado após operações que também resultaram na prisão de traficantes ligados ao Hamas em Nablus, cidade na Cisjordânia. A dupla ação mostra a estratégia israelense de combater o grupo tanto no nível de liderança quanto nas redes de logística e armamento. Mesmo com a guerra em Gaza e a tensão na fronteira norte com o Hezbollah, Israel dedica recursos consideráveis para caçar os responsáveis pelos ataques de outubro.

A captura de contrabandistas de armas é particularmente significativa. Nablus é um ponto crítico na rede de distribuição de armamentos na Cisjordânia, região que Israel controla militarmente desde 1967. Desmantelar essas cadeias de abastecimento é central para a estratégia de segurança israelense: quanto menos armas circulam entre os grupos palestinos, menor o risco de novos ataques coordenados.

A morte deste comandante se soma a uma série de operações de Israel contra lideranças do Hamas nos últimos meses. O grupo mantém estrutura descentralizada justamente para dificultar esse tipo de golpe, mas cada eliminação enfraquece a cadeia de comando. A prisão dos traficantes segue a mesma lógica: interromper a capacidade operacional do Hamas reduzindo sua capacidade de armar e comunicar seus membros.

A persistência israelense nessa dupla frente, apesar dos custos de manter operações em Gaza e lidar com ameaças no norte, sinaliza que Israel não planeja deixar de lado a perseguição aos quadros palestinos, mesmo que precise dividir seus recursos. Autoridades israelenses veem esse tipo de operação como essencial para evitar novos atentados e manter a pressão sobre a organização.

Por que importa: A instabilidade prolongada no Oriente Médio afeta o preço do petróleo e, por tabela, o combustível que abastece a bomba no Brasil. Além disso, ações militares que ampliam tensões podem levar a picos de inflação global, pressionando itens importados que chegam mais caros ao consumidor brasileiro. Cada ronda de escalada no conflito israelense-palestino tende a mexer com mercados que impactam diretamente a economia brasileira.

Fontes