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Petróleo respira com Irã-EUA, mas OPEP+ segura a produção

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Petróleo respira com Irã-EUA, mas OPEP+ segura a produção

O preço do petróleo caiu quase 4% em uma sessão, impulsionado pela esperança de progresso nas conversas para encerrar a guerra entre Estados Unidos e Irã. O mercado reagiu a sinais de que as negociações avançam, derrubando um barril que vinha caro por causa dos ataques no Golfo. Mas a OPEP+, o cartel de países produtores de petróleo, não acompanhou o otimismo: manteve congelada a meta de produção para dezembro, sem liberar mais barris no mercado.

A razão é o Estreito de Ormuz, o corredor marítimo entre o Golfo Pérsico e o oceano Índico por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. Mesmo com as conversas de paz em andamento, o estreito segue instável, e a guerra ainda interrompe embarcações de exportação do Golfo. A OPEP+ calculou que o risco de interrupção segue alto demais para liberar mais oferta agora.

O problema é que quase todos os membros do cartel já estão produzindo abaixo do que se comprometeram. A produção real está abaixo das metas, o que significa que, mesmo sem congelar nada, a oferta já está reprimida. A OPEP+ agora precisa decidir como distribuir quotas para 2027 sem saber se a guerra termina, se o tráfego no Estreito de Ormuz volta ao normal e se haverá superprodução global.

O mercado e o cartel estão apostando em cenários opostos para 2027. O mercado acredita que a paz avançará e o petróleo ficará mais barato, derrubando o preço quase 4%. A OPEP+ acredita que a instabilidade vai continuar e que liberar barris agora criaria um excedente de oferta que derrubaria os preços demais. São duas leituras do mesmo mundo, com decisões opostas na mesa.

Por que importa: O preço do barril no mercado internacional define quanto custa diesel e gasolina nos postos brasileiros. O Brasil importa petróleo e também recebe diesel do exterior, e qualquer alta global chega ao bolso do consumidor na forma de frete mais caro, alimento com valor maior e, no fim, inflação. Se a OPEP+ e o mercado estiverem certos em

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