O presidente Donald Trump ligou para líderes do Norte da África e do Oriente Médio com uma exigência surpreendente. Segundo o Middle East Institute, Trump condicionou o fim da guerra IrãEUA à adesão de aliados árabes aos Acordos de Abraão, os tratados de normalização diplomática entre Israel e países árabes iniciados em 2020. A embaixadora Barbara Leaf relatou que assessores presentes na ligação descreveram o silêncio dos líderes árabes como "estarrecido".
A exigência revela como a diplomacia no Oriente Médio se tornou uma moeda de troca explícita. Os Acordos de Abraão nasceram como acordos de normalização econômica e diplomática. Agora, Trump os transforma em pedágio: para alcançar a paz entre EUA e Irã, nações árabes precisam primeiro reconhecer publicamente Israel. Para países como Arábia Saudita e Catar, a exigência é explosiva. Enquanto a guerra em Gaza não tiver uma resolução aceitável para suas opiniões públicas, reconhecer Israel significaria enfrentar revoltas internas. A exigência americana coloca esses governantes entre a lealdade a Washington e a própria sobrevivência política doméstica.
A posição americana sugere que a paz no Oriente Médio não será negociada apenas entre os beligerantes. Países que até agora observavam o conflito de longe podem ser arrastados para o centro da mesa.
