A Força Aérea da Ucrânia emitiu um alerta na quinta-feira sobre a alta probabilidade de a Rússia lançar um míssil balístico de médio alcance chamado Oreshnik. O disparo deve ocorrer a partir da base de Kapustin Yar nas próximas 24 horas, segundo o monitoramento de campo. No mesmo dia, forças especiais ucranianas atacaram a refinaria de Taneco na região de Nizhnekamsk, no interior da Rússia.
O lançamento do Oreshnik funciona como uma demonstração de força. O presidente russo Vladimir Putin usa o armamento para lembrar a Ucrânia e os aliados ocidentais que Moscou mantém capacidade de ataque de longo alcance. Enquanto isso, o presidente chinês Xi Jinping estreita laços diplomáticos e econômicos com Moscou. Na avaliação do CSIS (centro de estudos de segurança dos EUA), a China ganha acesso a recursos naturais russos com desconto e uma plataforma para testar táticas de guerra moderna, mas impõe limites para não provocar sanções diretas do Ocidente.
O que isso muda: a guerra na Ucrânia deixa de ser um conflito regional e se consolida como um campo de provas para a nova ordem multipolar. O apoio chinês permite que a Rússia sustente o esforço de guerra mesmo sob sanções pesadas.
