O CSIS realizou na quinta-feira um evento sobre a cadeia de produção de motores de foguete para sistemas de defesa antimíssil. O debate revelou um problema estrutural grave. A demanda por interceptadores de mísseis superou em muito a capacidade industrial dos países ocidentais de produzi-los.
A razão é direta. A guerra na Ucrânia consome estoques de defesa aérea em ritmo acelerado. Israel precisa de reposição constante após meses de troca de tiros com o Irã. Países do Golfo Pérsico buscam sistemas parecidos para se proteger. A cadeia de suprimentos de materiais como o combustível sólido para foguetes não foi dimensionada para uma era de guerras simultâneas.
A consequência é que países que antes compravam defesa antimíssil dos Estados Unidos agora enfrentam filas de espera de anos. A proteção do espaço aéreo nacional virou um bem escasso.
