A revista Foreign Policy propôs nesta semana a classificação das Forças de Apoio Rápido do Sudão como organização terrorista. O grupo paramilitar luta contra o governo sudanês em uma guerra civil que devasta o país desde 2023. A classificação não é um ataque militar, mas um instrumento jurídico com efeitos práticos devastadores.
Na prática, o selo de organização terrorista corta o acesso das Forças de Apoio Rápido ao sistema financeiro internacional. É como congelar a conta bancária de uma empresa e proibir qualquer banco de fazer negócios com ela. Sem acesso a dólares, o grupo perde a capacidade de comprar armas e pagar combatentes. O objetivo é forçar os paramilitares a voltarem à mesa de negociações, alterando o cálculo de custo-benefício da guerra.
Se a estratégia funcionar, pode se tornar um modelo para outros conflitos onde potências ocidentais não querem enviar tropas, mas precisam de alavancagem diplomática.
