O governo do presidente Donald Trump prepara um corte significativo de caças e navios destinados às operações da OTAN (a aliança militar que reúne EUA, Europa e Canadá) no continente europeu. A informação foi divulgada na terça-feira pelo jornal The New York Times. A medida representa uma mudança concreta na prioridade de alocação das forças armadas americanas.
A decisão responde a uma matemática simples. Os Estados Unidos precisam concentrar recursos militares no Pacífico para conter a China e, ao mesmo tempo, manter o apoio a Israel na guerra contra o Irã. Manter o volume atual de forças na Europa tornou-se insustentável. É como uma empresa que precisa fechar filiais antigas porque abriu duas novas frentes de negócio ao mesmo tempo. A Europa perde relevância no cálculo de Washington.
Para os países europeus, a manobra americana é um sinal claro de que a proteção dos Estados Unidos tem limites. O que monitorar: a velocidade com que a Alemanha do chanceler Friedrich Merz e a França do presidente Emmanuel Macron avançam em projetos próprios de defesa.
