Após quase três anos de guerra, as crianças de Gaza continuam buscando educação em tendas e prédios danificados. O território palestino vive um colapso institucional total, onde escolas funcionam em abrigos superlotados. O ensino básico sobrevive apenas por meio da improvisação de professores e voluntários locais.
A dimensão humana do conflito aparece na história do palestino Shady al-Areer, de 38 anos. Ele foi contrabandeado de Israel para a Cisjordânia ocupada depois do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. A rota ilegal o manteve vivo, mas o separou completamente de sua família. A violência do conflito impediu qualquer retorno à normalidade ou reencontro previsto.
Shady faz parte de uma gção inteira de palestinos desarraigados pela guerra. Enquanto a diplomacia internacional discute termos de cessar-fogo, a vida cotidiana se desfaz em detalhes irreparáveis. As crianças que aprendem o alfabeto em tendas serão os adultos que carregarão o trauma da destruição. A escola danificada reflete a infraestrutura social devastada de Gaza. A pergunta sobre o futuro de uma população refugiada dentro do próprio território permanece sem resposta diplomática ou humanitária.
