O presidente russo Vladimir Putin ameaçou novos ataques à infraestrutura ucraniana em discurso recente. O líder russo justificou a ação como resposta a ataques contra o território da Rússia e afirmou que o exército avança no território vizinho, embora em ritmo mais lento do que o desejado. Segundo o monitoramento de campo do grupo War Translated, Putin afirmou que cerca de 700 mil soldados russos participam atualmente do combate.
A invasão da Ucrânia completa três anos em fevereiro e rendeu uma conclusão incômoda para especialistas em relações internacionais. Em análise publicada na revista Foreign Affairs, o editor Gideon Rose aponta um paralelo inevitável no cenário global. A Ucrânia foi invadida depois de abrir mão do arsenal nuclear herdado da União Soviética nos anos 1990. Ao mesmo tempo, a Coreia do Norte, que desenvolveu bombas atômicas, permanece militarmente intocável.
O contraste reforça uma ideia perigosa para a estabilidade mundial. Países em zonas de conflito percebem o desarmamento nuclear como uma sentença de vulnerabilidade. O argumento ganha força quando se observa o Irã atual, que não possui bomba atômica e está em ruínas após os ataques. A consequência prática é a corrosão dos tratados de não proliferação, vigentes desde 1970. O sinal internacional indica que possuir armas nucleares funciona como o único escudo definitivo contra invasões.
