Forças israelenses e iranianas completaram cem dias de confronto militar direto neste mês. Segundo a avaliação do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, a probabilidade de um desfecho positivo para a guerra é remota. A analista do instituto, Whitney Yacoubian, ressalta que o conflito entrou em uma fase de desgaste sem horizonte claro de resolução.
A guerra consume recursos e vidas sem mover a linha de frente de forma decisiva. O impasse funciona como um cabo de guerra empatado, onde nenhum lado consegue puxar o adversário para o próprio terreno. Enquanto Teerã e Tel Aviv se enfraquecem mutuamente, grupos armados apoiados pelo Irã observam a movimentação. Os hutus, uma milícia iemenita financiada pelo governo iraniano, permanecem temporariamente à margem deste confronto específico.
O Instituto Washington para Política do Oriente Próximo adverte que essa contenção não significa passividade. Na avaliação da analista April Longley Alley, os Estados Unidos não devem confundir a contenção tática dos hutus com submissão permanente. A milícia pode reabrir uma nova frente de batalha a qualquer momento. O maior risco do conflito não é o que acontece no centro do tabuleiro, mas a possibilidade de uma peça lateral desequilibrar toda a partida de forma imprevista.
