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Oriente Médio·2 min de leitura

Tiro em petroleiro no Mar Vermelho encarece seguros e desvia rotas de comércio

ORIENTE MÉDIO
Tiro em petroleiro no Mar Vermelho encarece seguros e desvia rotas de comércio

Rebeldes houthis do Iêmen atacaram um petroleiro no estreito de Bab el-Mandeb, ponto de passagem estreito e vital para o comércio marítimo entre a Ásia e a Europa. O episódio levou seguradoras a elevar os valores das apólices para navios que cruzam a região, transformando um conflito militar localizado num custo logístico direto para o transporte global de combustível.

Os houthis controlam parte do Iêmen e usam sua posição geográfica para pressionar potências estrangeiras. O estreito de Bab el-Mandeb fica na entrada do Mar Vermelho e é uma das gargalos marítimos mais movimentados do planeta. Por ali passam navios carregados de petróleo, grãos e manufaturados.

Com o aumento dos ataques, seguradoras passaram a cobrar mais para cobrir riscos nessa rota. O prêmio do seguro marítimo funciona como um pedágio de segurança: quanto maior o risco de algo dar errado, mais caro fica navegar. Essa despesa se espalha pela cadeia produtiva.

Muitas companhias de navegação já optam por desviar seus navios para rotas mais longas, contornando a África. A mudança adiciona dias de viagem e toneladas de combustível gasto a cada travessia. Esses custos extras tendem a chegar aos preços pagos pelo consumidor final em diversos países.

Por que importa: o Brasil exporta e importa boa parte de sua produção por via marítima, e o encarecimento de fretes afeta o custo de produtos no mercado interno. Quando o seguro de um navio sobe no Oriente Médio, a pressão pode aparecer na bomba de combustível brasileira e no preço de bens importados.

Fontes

  • Mar Vermelho: tensões escalam após ataque a navio comercial · AP News