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A guerra dos chips e do TikTok: Washington aperta o cerco à tecnologia chinesa

TECNOLOGIA
A guerra dos chips e do TikTok: Washington aperta o cerco à tecnologia chinesa

Os EUA anunciaram novas restrições à exportação de semicondutores para a China, e a Suprema Corte confirmou uma lei que força a venda do TikTok ou seu banimento no país. Não são duas batalhas isoladas: são duas frentes da mesma estratégia americana de impedir que Pequim domine a tecnologia do futuro. A resposta chinesa já começou, com promessas de retaliação, enquanto Trump ameaça tarifas de até 100% sobre importações de chips e aço.

As restrições aos semicondutores existem há anos, mas agora o governo americano as amplia. O objetivo é bloquear o acesso chinês aos chips mais avançados, aqueles que comandam celulares topo de linha, centros de dados e sistemas de inteligência artificial. Sem eles, a China fica para trás na corrida pela IA. Já o TikTok representa outra ameaça: uma plataforma chinesa com 170 milhões de usuários americanos, gerando dados sobre hábitos e preferências de consumidores. Washington enxerga isso como um risco de segurança nacional.

O TikTok negocia uma solução: criar uma empresa conjunta com sócios americanos para contornar o banimento. A medida reflete a tensão entre segurança nacional e liberdade de expressão, mas o real objetivo é mais claro: fragmentar o poder tecnológico chinês. Se a China quer vender aos EUA, terá de aceitar que americanos controlem parte da operação.

A ameaça tarifária de Trump amplifica essa disputa. Ao ameaçar impor 100% de tarifa sobre importações de chips e aço, Washington sinaliza que está disposto a usar a economia como arma. Economistas alertam que isso elevaria custos de produção americanos, mas o cálculo político é outro: mostrar força e forçar a China a negociar.

Pequim respondeu com promessas vagas de retaliação, mas sabe que está em desvantagem. A China exporta muitos produtos para os EUA, mas depende de tecnologia americana e de aliados como o Japão e a Coreia do Sul para avançar em semicondutores. Criar sua própria cadeia de chips levaria anos e bilhões em investimento, obrigando-a a fabricar rivais dos EUA no futuro.

Por que importa: O dólar flutua conforme a tensão sino-americana aumenta ou diminui. Se Trump efetivar tarifas de 100% sobre chips, o preço dos eletrônicos sobe no Brasil também. Além disso, empresas brasileiras que exportam para a China podem sofrer com retaliações: se Pequim reduz compras de minério de ferro ou etanol como resposta, o câmbio enfraquece e a inflação sobe. A fragmentação tecnológica entre EUA e China torna o mundo mais caro e mais complicado para quem importa ou exporta.

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