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Guerra no Iêmen volta a atacar território saudita e ameaça rota de petróleo no Golfo

ORIENTE MÉDIO
Guerra no Iêmen volta a atacar território saudita e ameaça rota de petróleo no Golfo

A guerra no Iêmen, que parecia contida, voltou a escalar. O grupo armado Houthi, apoiado pelo Irã, atacou dois aeroportos no sul da Arábia Saudita, ferindo pelo menos três pessoas, segundo a autoridade de aviação civil saudita. Os alvos, os aeroportos de Jazan e Najran, ficam perto da fronteira com o Iêmen, mostrando que o fogo da guerra vizinha atinge diretamente o território do reino.

O conflito no Iêmen dura desde 2015, quando uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, com capital em Riad, interveio militarmente para restaurar o governo deposto pelos houthis. Tornou-se uma guerra por procuração, em que Riad e Teerã, capital do Irã, apoiam lados opostos. Agora, com as tensões maiores em toda a região por causa da guerra entre Israel e Hamas em Gaza, o front iemenita reacendeu como uma frente auxiliar de pressão.

Os ataques mais recentes são uma demonstração de força. Ao atingir a infraestrutura saudita, os houthis tentam impor custos ao seu inimigo direto e mostrar que podem perturbar a região. "Os ataques resultaram em ferimentos e danos a propriedades", disse a autoridade de aviação saudita. É uma retaliação que mantém a Arábia Saudita, a maior potência militar da região, sob pressão constante.

O perigo vai além dos aeroportos. A área do Golfo, vizinha ao Iêmen, é vital para o comércio global de petróleo. O Estreito de Bab el-Mandeb, pelo qual os navios saem do Golfo de Aden em direção ao Mar Vermelho, é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. É como um pedágio estreito por onde passa uma parcela enorme do petróleo que abastece a Europa e a Ásia.

Qualquer escalada de conflito ali levanta o risco de interrupção no fluxo de petróleo. Quando o mercado antecipa menor oferta de um produto essencial, seu preço sobe. É a manifestação física da mesma pressão geopolítica que infla o preço do barril nos mercados internacionais.

Por que importa: O barril de petróleo mais caro afeta diretamente o bolso do brasileiro. O Brasil importa derivados de petróleo, como diesel e gasolina, cujos preços na refinaria acompanham o mercado internacional. Quando o barril lá fora sobe, o reajuste chega à bomba aqui, pressionando a inflação e corroendo o poder de compra dos salários.

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