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Oriente Médio·2 min de leitura

Gaza: nove ataques a cada dez dias de "cessar-fogo"

ORIENTE MÉDIO
Gaza: nove ataques a cada dez dias de "cessar-fogo"

Israel atacou Gaza em nove de cada dez dias do chamado cessar-fogo. O número, que deveria representar uma pausa nos combates, revela o oposto: o acordo formal não mudou a realidade no território palestino. A violência segue constante, e a população civil continua sendo deslocada, ferida e morta.

No terreno, a situação é a de um desastre humanitário sem pausa. Cidades de tendas crescem dia após dia em Gaza, enquanto famílias choram seus mortos, cuidam dos feridos e enfrentam deslocamentos constantes. Não há retorno para casa quando a casa deixou de existir. As famílias são empurradas de um lugar para outro, sem saber se o próximo abrigo improvisado vai durar uma semana ou um dia.

O que antes existia em Gaza vai desaparecendo. O porto da cidade de Gaza, por exemplo, era um centro de pesca e turismo antes da guerra. As imagens mostram o que restou: escombros onde havia embarcações, comércio e vida. A destruição não atinge apenas prédios, mas a estrutura inteira que sustentava a economia e a rotina da população.

A chamada trégua, na prática, não trouxe proteção. Sem mecanismos reais de fiscalização e sem consequências para as violações, o cessar-fogo virou uma declaração no papel. Para quem vive em Gaza, a diferença entre "guerra" e "cessar-fogo" é nenhuma. A violência continua, o cerco permanece e a fome se alastra. As condições para a propagação de doenças só pioram.

Por que importa: Guerras prolongadas no Oriente Médio afetam diretamente o preço do petróleo, que influencia combustíveis, transporte e inflação no Brasil. Além disso, a instabilidade na região tensiona rotas comerciais e o mercado global, refletindo no bolso do brasileiro. A crise humanitária em Gaza também pressiona a comunidade internacional, incluindo o Brasil, a se posicionar diplomaticamente, com repercussões em relações comerciais e acordos estratégicos.

Fontes