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Petróleo a caminho de 120 dólares: crise no Golfo Pérsico pode encarecer combustível no Brasil

ENERGIA
Petróleo a caminho de 120 dólares: crise no Golfo Pérsico pode encarecer combustível no Brasil

Analistas internacionais projetam que o barril de Brent, referência global do petróleo, pode chegar a 120 dólares se a situação no Golfo Pérsico piorar. O alerta ganha força com o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã e com as tensões crescentes na região, que ameaçam interromper o fornecimento por uma das rotas mais importantes do comércio mundial de energia.

O foco das preocupações é o Estreito de Ormuz, uma faixa de mar entre o Irã e Omã por onde passa parte significativa do petróleo que o mundo consome. Um bloqueio ou restrição de passagem ali seria sentido imediatamente nos mercados, porque a rota é usada por grandes exportadores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e o próprio Irã.

As conversas entre Washington e Teerã, que vinham buscando algum acordo sobre o programa nuclear iraniano, estão paralisadas. Sem avanço diplomático, o risco de confronto permanece elevado. Analistas apontam que os preços do petróleo devem seguir voláteis enquanto o impasse durar e que a escalada de tensões no Oriente Médio coloca pressão adicional sobre a oferta global.

Para a Índia, um dos maiores importadores de petróleo do planeta, o impacto é direto: petróleo mais caro encarece importações, combustíveis e inflação. O cenário preocupa qualquer país que dependa de combustíveis fósseis importados, e o Brasil está nessa lista.

O país importa diesel e gás natural em volumes relevantes. O preço internacional do petróleo afeta a inflação doméstica e o câmbio. Quando o barril sobe lá fora, o efeito chega aqui de duas formas: encarece o combustível nos postos e pressiona as contas externas, porque o país precisa gastar mais dólares para comprar derivados.

Por que importa: Geopolítica não é assunto distante. Se o fornecimento pelo Estreito de Ormuz for de fato comprometido, o barril pode saltar para 120 dólares, e o brasileiro vai sentir no bolso. Diesel mais caro encarece o transporte de tudo, gás mais caro pesa na conta de casa e na indústria, e a inflação volta a incomodar. É mais um lembrete de que conflitos do outro lado do mundo podem transformar o preço da bomba de gasolina em qualquer cidade do país.

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