A Embraer recebeu a certificação da China para o seu novo avião comercial E2, abrindo as portas do maior mercado de aviação em expansão no mundo. Pequim aprovou o jato regional brasileiro, que agora pode ser vendido legalmente para companhias aéreas chinesas e competir diretamente com fabricantes ocidentais naquele território. É a primeira vez que a empresa brasileira consegue essa autorização de um grande mercado não ocidental.
O E2 é um avião de médio porte, projetado para rotas regionais. A certificação chinesa significa que a Embraer passou por todos os testes de segurança exigidos pelas autoridades aeronáuticas de Pequim. Isso não é trivial: a China raramente certifica aeronaves estrangeiras se não vir interesse estratégico próprio. Nesse caso, os jatos regionais são procurados pelas companhias aéreas chinesas para conectar cidades menores aos grandes centros.
O mercado é vasto. As projeções mostram que a China precisará de milhares de novos aviões regionais na próxima década, conforme sua classe média viaja mais internamente. A Embraer compete aqui contra fabricantes canadenses e norte-americanos que dominam esse segmento globalmente. A certificação chinesa não garante vendas imediatas, mas remove a barreira regulatória que antes tornava impossível até mesmo oferecer o produto.
Por que importa: O Brasil depende de divisas para equilibrar suas contas externas. Cada avião vendido para a China gera receita em dólares e empregos nas fábricas da Embraer no país. Um mercado aberto de 1,4 bilhão de pessoas, onde a aviação ainda está em expansão, representa uma oportunidade real para a indústria brasileira. Além disso, mostra que o Brasil consegue se inserir em cadeias globais de alto valor mesmo em tempos de fragmentação econômica mundial.
